sábado, 28 de dezembro de 2013

Iniciativas de ecodefesa

A ecodefesa -- um conjunto de atitudes e atividades práticas de proteção aos ecossistemas selvagens e de consequente ataque aos instrumentos que ameaçam tais ecossistemas -- é um assunto dos menos discutidos no Brasil.

Há algumas iniciativas de ecodefesa que poderiam servir como referência para se começar a conhecer e comentar o assunto; entre algumas dessas iniciativas às quais podemos sugerir uma visitinha virtual, destacamos estas três (o primeiro link estará em inglês, os outros dois estarão em português):


Sea Shepherd

Outra iniciativa que, certamente, serve de importante referência para a ecodefesa é conhecida como Earth Liberation Front (ELF) -- que no Brasil é também conhecida como Frente de Libertação da Terra (FLT) --; esta iniciativa surgiu a partir de uma reorganização estratégica e tática de alguns ativistas do Earth First!, que optaram por agir, através de células independentes, com mais intensidade e com maior discrição, sem publicizar suas ações.

Assim, as células que formam essa iniciativa não têm disponibilizado informações através de impressos regulares ou sites "oficiais" abertos, de modo que essa iniciativa é conhecida principalmente pelas informações divulgadas na mídia.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um... "prepper's show"?

A série Doomsday Preppers (em português, Preparados para o Fim do Mundo), do canal de TV National Geographic Brasil, talvez mereça alguma atenção. Se, por um lado, ajuda a divulgar a preparação para crises e o sobrevivencialismo para um grande público acomodado e comodista, que são os consumidores de TV fechada, por outro chega a mostrá-los como uma excentricidade ou, pior, como um passatempo -- e a banalizá-los como é praxe na TV (como faz, aliás, com quase tudo e quase sempre).


(Paciência, então, e boa vontade...) Ao menos é uma série divertida, e algumas vezes inspiradora até, ou até mesmo instrutiva. Enfim, é uma série que merece ser conhecida; e para se começar, podemos recomendar, por ex., o quinto episódio da primeira temporada, que mostra um homem que cuida de se preparar, e à sua família, em e para um modelo de sobrevivência assemelhado àquele em que cremos e que defendemos -- sustentado na autossuficiência e baseado num retorno à Natureza e à vida selvagem.

sábado, 14 de dezembro de 2013

O Walden de Thoreau

Uma referência intelectual e moral muito frequente entre os que defendem a Natureza selvagem e/ou afirmam a importância e a possibilidade da autossuficiência humana está na obra de Henry Thoreau, a qual chegou a tornar-se um referencial tão relevante que, por um lado, alcança desde o liberalismo conservador até o anarquismo, e, por outro lado, alcança também o ecologismo radical.

Felizmente, é fácil encontrarmos em português aquele que é, talvez, o principal livro de sua obra -- no qual Henry Thoreau relata a experiência prática e intelectual que viveu em seu retiro nos bosques às margens do lago Walden --, em uma edição ainda recente (2010) da L&PM Editores, bastante acessível e com uma cuidadosa tradução.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A que veio o "Gente chimarrona"?

A proposta do blogue Gente chimarrona* é relativamente inovadora, e, contudo, muito simples: participar da divulgação e discussão de ideias e exemplos de autossuficiência, sobrevivencialismo e ecologismo radical, aqui considerados como valores e práticas complementares entre si.

Considera-se aqui o valor e a prática da autossuficiência como a afirmação da importância e da possibilidade dos indivíduos viverem de um modo independente, vale dizer, de melhor vivermos sem qualquer dependência da aprovação e da sustentação dos grandes grupos sociais e das convenções socialmente impostas na modernidade -- por ex., as redes de ensino e a "educação cidadã", os meios de comunicação de massas, o "desenvolvimento sustentável", as corporações empresariais, os governos quaisquer (sejam "de direita" ou "de esquerda"), etc.

Considera-se aqui o valor e a prática do sobrevivencialismo como uma necessária contraposição (ora individual, ora em pequenos grupos de proximidade) ao complexo de problemas que tiveram seu surgimento e desenvolvimento na modernidade, e que já há muito ameaçam nossas vidas, permanentemente: superpopulação, poluição generalizada, epidemias, degradação do meio ambiente, catástrofes ambientais, crises econômicas e sociais, violência generalizada, etc.

Considera-se aqui o valor e a prática do ecologismo radical como uma cosmovisão que permite aos indivíduos reconhecerem-se como elementos existentes na e pela Natureza -- e não presos nela, ou fora dela, e muito menos acima dela --, vale dizer, como indivíduos livres e capazes de existir dignamente, reconhecendo-se como parte da Natureza.

Por isso, o nome de Gente chimarrona*, uma indicação daquilo que já é acreditado por aqui: que tornou-se urgente defender, seja como indivíduos ou em pequenos grupos, a autossuficiência humana contra a dependência dos grandes grupos sociais e contra outros problemas das sociedades modernas, e que essa defesa só será plena como parte da defesa de toda a Natureza.

*Em tempo: chimarrão é um termo tomado do espanhol cimarrón, usado entre os gaúchos para designar tanto o mate (a famosa beberagem indígena feita por uma infusão de folhas) quanto o cão, o cavalo ou o touro abandonados ou fugidos que voltassem à vida selvagem.